Relatório IX Encontro internacional de intelectuais, artistas

A luta por uma sociedade mais justa não pode se perder no tempo.

OSCAR NIEMEYER

RELATÓRIO

INTRODUÇÃO

A rede das redes na reunião de Fevereiro de 2012, realizada em Havana com a presença do Comandante Fidel Castroficou acordada que:

-Publicar o livro ¨Nosso dever é lutar¨resumo do dialogo entre o Comandante com intelectuais, artistas e movimentos sociais.  Este encontro contou com presença de mais de 100 participantes. A publicação, distribuição e discussão via internet, se deu em março de 2012, ficando estabelecido de que no Brasil faria parte de uma das atividades da Cúpula dos Povos.

 

 

- Elaborar um documento prévio: Mensagem para a reunião de Cúpula RIO+20a rede Em Defesa da Humanidade.

http://www.especieenpeligro.net/index.php/rio-mas-20/1013-mensagem-para-a-reuniao-de-cupula-rio20-da-rede-em-defesa-da-humanidade

 

 

- ¨Organizar no Rio de Janeiroum encontro “em defesa da humanidade”,sob a Presidência de Oscar Niemeyer, com a presencia de intelectuais e artistas da rede, com vistas a fomentar através de temas inerentes a sobrevivência do homem no planeta, educação, papel da mídia,solidariedade, redes sociais e

o próprio desempenho dos intelectuais, artistas, ante os desafios que enfrentam a humanidade.

 

- O IX Encontro internacional de intelectuais, artistas aconteceu entre os dias 7,8 e 9 de junho de 2012, no Espaço TOM JOBIM – Jardim Botânico, na cidade do Rio de Janeiro, versando sobre os temas:

 

- A luta pela sobrevivência da humanidade diante da ameaça de destruição da própria espécie humana;

-As redes sociais e seu papel nas interações socioculturais;

-Ciência como paradigma da Cultura?

- O papel das universidades na construção do mundo;

- Apresentação do site ¨Uma espécie em perigo¨

-Cultura de massas e cultura popular e seu papel na sustentabilidade;

-A função do intelectual e os movimentos sociais na luta pela liberdade de informação;

 

CONCLUSÃO

 

Ao reunir intelectuais e artistas em defesa da Humanidade, em uma cidade brasileira intensamente voltada para a Conferência RIO+20, não poderíamos deixar de tornar público as múltiplas implicações e interfaces que se apresentam quando se trata da vida, em todas as suas dimensões, no nosso planeta. O evento, com a presença de representantes de diversos países, em sua maiorialatino-americanos, tratou de como a soberania e a independência dos países do continente tem sido, e ainda o é, solapada pela ação de países do centro do Capitalismo Internacional. Ou seja, o debate apresentou – se colocando os recursos ambientais, sociais e econômicos como um patrimônio dos povos, mas,em permanente condição de risco a partir da lógica de dominação predadora do sistema capitalista. Ou, como bem definido por um dos palestrantes: “ a destruição dos recursos da Terra resulta da ação de uns poucos com grandes e irrefreáveis interesses e não por parte da maioria da população mundial

Também foi abordadodiversos exemplos de recursos naturais ameaçados, especialmente nos países latino-americanos, e o enorme esforço de luta que fazem seus povospara manter permanentemente uma pátria livre e digna.

Neste sentido, as exposições dos participantes foram unânimes em destacar o papel da consciência do processo no qual estão imersos nossos países e a importância do conhecimento, da cultura, da educação e da arte como meios decisivos nessa agenda histórica.

Consequentemente, os debates frisaram o papel e os desafios para as Universidades e para a produção acadêmica frente a este tema. Pode-se registrar que, o ponto central das intervenções dos participantes reafirmou a necessidade da Academia sair da condição de uma instituição autoreferente e fechada ao mundo exterior; para um mundo que está exigindo um protagonismo de todos, especialmente daqueles que tem como missão a promoção e o desenvolvimento do conhecimento, da ciência, da cultura como patrimônio e um direito da Humanidade.

Um dos exemplos mais claros desses esforços deve ser o combate à ignorância, como a eliminação completa do analfabetismo em Cuba, logo nos primeiros anos após a Revolução. Outros exemplos como a criação na Venezuelade novas Universidades, como a Universidade Bolivariana,ou no Brasil, quando no Governo Lulaforam criadas mais 14 Universidades públicas federais.

Novas Universidades para uma nova Sociedade, esse deve ser o objetivo.

Ainda no campo das reflexões sobre o papel das ideias e do pensamento,matéria prima de artistas e intelectuaisemdefesa da humanidade, não poderiam deixar de tratar de um tema muito caro às nossas sociedades: as mídias.

Houve um rico painel, sobre a atuação dos grandes grupos da mídia que detém o monopólio privado da comunicação no mundo contemporâneo.Desde os que atuam na América Latina,àqueles que exercem desde suas sedes nos centros da hegemonia internacional forte influência na opinião pública denossos países.Valorou –se as formas de como tem sido tratado essa questão em alguns países da região, como porexemplo as leis adotadas pelo Governo Argentino que não permite a atuação desregulada e monopolística dos meios de comunicação.

A dramática manipulação dos fatos é periodicamente registrada pelos grandes grupos da mídia que lideram campanhas de desinformação frente aos diferentes conflitos internacionais.

Observamos nos terríveis acontecimentos na Síria,a mais completa montagem de uma narrativa onde a atuação de mercenários, alimentam conflitos sectários tratando-os como uma rebelião popular.

Na vizinha Bolívia, onde uma urdida relação entre ONG´S(não se sabe de onde surgidas, ou sim se sabe ?) grupos de mídia local  no continente intentam apresentam um cenário de rebelião popular contra o Governo de Evo Morales. O mesmo ocorre no Equador, Venezuela e onde mais houver um processo político, em oposição aos interesses das corporações nacionais e internacionais.

Diante desta realidade, o evento considerou a necessidade de incrementaro trabalho nas redes sociais, as quais possibilitam  amplificar nossas mensagens, atingir um maior número de pessoas, desmentir as falsas mídias difundindo nossas verdades,  mas atentos  a que este caminho também é  um meio de dominação ideológica e um poderoso instrumento do poder hegemônico.

Uma espécie em perigo – siteque congrega uma gama infinita de informações  preciosas para estes tempos de busca virtual, foi um ponto alto do encontro. 

Denuncia os motivos da destruição do meio ambiente, os irracionais hábitos de vidae consumo, insustentáveis no momento em que vivemos.

Nesses dias de junho, o “IX Encontro Internacional em Defesa da Humanidade” pôde contar com análises profundas sobre o passado, o presente e o futuro de nossas sociedades, o papel das ideias, do conhecimento, da cultura. Razão e emoção estiveram presentes em todos os momentos. Seja no encerramento regado amúsica, emoldurado pela  presença de poetas como o grande Thiago de Mello, seja quando foi lançado a edição em português do livro de Katiuska Blanco Castiñeira,  conversações com Comandante Fidel Castro, “O Guerrilheirodo Tempo”, tivemos nessa Cidade do Rio de Janeiro um acontecimento histórico.

As palestras referentes a cada tema acima relacionados estão à disposição nos links: www.cdhrio.org e www.especieenpeligro.net, respectivamente:

Em anexo: lista dos participantes.

 

Rio de Janeiro, 10 de junho de 2012

 

Marilia Guimarães

Presidente de Capitulo Brasileiro

 

"Comi a vidasôfrego. Ainda como, ávido, sem nenhum fastio ou tédio. Quero é mais.Para isso fui feito. Para comer a vida.Para agir, para pensar, para escrever.Isso sou eu. Máquina de pensar, de fazer, faminto de fazimentos.Cheio de fé nos homens, nas gentes."

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